Resenha - Trilogia Annástria: Annástria e o Príncipe dos Deuses



      A resenha de agora foi escrita pelo jovem estudante de Direto (Universidade de Franca) e futuro grande escritor Hugo Rafael Soares. Ele é um dos meus primeiros leitores da Trilogia Annástria. Essa resenha - com tom de análise literária - é sobre o vol. 1 da trilogia (Annástria e o Príncipe dos Deuses).

     "De forma leve, com descrições esplêndidas e em dados momentos horripilantes, a autora descreve o despertar de uma adolescência repleta de revira voltas e litígios internos. "

    
Em 2010, deu-se a ignição de uma fantástica aventura com a publicação do Volume I da Trilogia Annástria, com a terceira obra da jovem escritora de forte opinião e conhecimento indelével Selène D’Aquitaine, a segunda obra publicada com o seu genial heterônimo, o qual faz jus à sua personalidade forte e decidida, sem deixar-se de lado a sua feminilidade e beleza. Em um turbilhão de emoções continuadas, a cada instante sofrendo mudanças drásticas e revelações de pular das cadeiras desenrola-se uma trama bem alinhavada acerca da personagem axial, a qual desperta a fúria de nêmeses que nem os mais desvairados parvos desejariam encontrar em sua lista de inimizades.
         No início revela-se a primordial importância do nascimento de Darin, um bebê com asas de anjo detentor de um fado pesado e que irá sofrer muito em sua jornada. Por uma péssima fortuna, invejado por seus tios malignos o jovem anjo ainda em seu leito de nascimento vê suas asas sendo massacradas, espalhadas por diversas dimensões, perdendo em parte seus poderes, não obstante tragédia pouca é besteira, e infelizmente também seus pais são mortos pela cólera oriunda da maldade inata de seus inimigos. O Príncipe dos Deuses sozinho em seu berço é resgatado, cuidado, protegido e levado para uma dimensão “mortal e hostil” onde ficará por ora a salvo dos olhos perversos de sua capital tia, Satine.
         Sua dimensão natal, o reino de Annástria imerge em trevas absolutas, tendo em vários de seus desmembramentos a vitória do mal sobre as forças do bem que até então pacificamente conviviam com seus aliados, muitos se bandeiam para o lado da obscuridade unificando o império do mal. Por outra via, não há de se negar que medidas eficazes foram bem planejadas desde então a modo de preservar pilares contra o avanço quão avassalador de Satine e Rorek, o assassino dos reis de Annástria. Durante alguns anos, ambas as forças mantêm conflitos, enquanto Darin é criado por uma senhora de temperamento forte e atos severos, contudo indaga-se em seu âmago pela ausência de seus pais sem de nada saber e o porquê de ser acompanhado por um ser misterioso que mais ninguém pode ver, o impossível e divertido Artenis.
         De forma leve, com descrições esplêndidas e em dados momentos horripilantes, a autora descreve o despertar de uma adolescência repleta de revira voltas e litígios internos. Ora, não seria está à justa sensação de todos os adolescentes? Encontrar-se-á nesta obra muito do que se sente quando se percebe que a vida está a mudar continuamente, que a inércia de nada adiantará e que o mundo aparentemente parece recair sobre os ombros de todos, mas principalmente os seus. Não há se negar o heroísmo e caráter magno do jovem Darin, sempre inspirador a qualquer pessoa, confiante e resignado em sua difícil estrada para recuperar suas preciosas asas, para tanto terá o auxílio indispensável de sua prima Impar, uma garota apaixonada, frágil e que possuí um enorme poder, mas deverá moderá-lo para que o mesmo não se volte contra ela mesma.
         Em suma, a obra em questão apresenta-se com requintes medievais e ao mesmo tempo com temas contemporâneos que podem ser absorvidos por qualquer um que esteja na busca do autoconhecimento, pois é necessário conhecer também outrem, para entender-se melhor, aprender que há situações difíceis para todos e que com o sofrimento pode-se tornar-se uma pessoa digna. Há de se ponderar que em alguns momentos é melhor buscar uma espada para se defender dos monstros terríveis ou esquivar-se das magias de Satine, contudo não há de se falar em lapsos de emoções verdadeiras e sinceras.

Por Hugo Rafael Soares

Franca – São Paulo.

Hugo Rafael Soares é estudante de Direito 

2 comentários:

  1. Obrigado pela oportunidade Selène, em descurso já está a minha resenha do vol. 2.

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  2. Oii, primeira visitinha por aqui o/
    Adorei muito o seu blog! Muito fofo, como você!
    Estarei comentando seus post!
    E aguardando mais post lindos como este.
    Valeu muito a pena dar uma passadinha aqui no seu cantinho.
    Seguindo, me segue também?
    Obrigada!!
    Território das garotas
    @territoriodg
    Bjss *-*
    http://territoriodascompradorasdelivro.blogspot.com/

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